
E, no mesmo dia, as 19h, tem diá Piratininga e Samba do Monte
O Blog da Brava Companhia
No sábado, 14 de novembro de 2009, o Sacolão das Artes recebeu um grupo teatral formado na Fundação de Sociologia de São Paulo para a apresentação da peça "Artimanhas de Scapino".
Bando La Trupe, grupo integrante do Movimento Escambo, apresentou o espetáculo "Alice e Severino", no domingo, o8 de novembro, no Sacolão das Artes.A apresentação foi seguida de um intenso debate que percorreu vários assuntos: Teatro, políticas públicas de cultura, arte e política. E terminou em festa e confraternização entre os grupos.
No dia 07 de outubro, uma quarta-feira, vários trabalhadores da cultura se reuniram no Sacolão das Artes para mais um momento de mobilização e reflexão. O mote da conversa: MOVER-SE. Que transformação, sem articulação e mobilização?. O encontro fez parte da programação do IV Fórum Social Sul e contou com a presença dos coletivos Dolores Boca Aberta e Mecatrônica de Artes, Engenho Teatral, Coletivo de Cultura do MST, Brava Companhia e Jota Medrado como provocadores, e com dezenas de outros coletivos, trabalhadores da cultura e moradores da região de M' Boi Mirim como participantes do debate. A conversa começou às 15h e se estendeu até as 19h30.
Mais um importante coletivo de teatro da cidade de São Paulo esteve presente no espaço do Sacolão das Artes para apresentar seu compartilhar seu trabalho com a população. Desta vez, foi o Grupo Folias que participou de mais uma edição da Brava Convida -ação que integra o projeto da Brava Companhia contemplado pela Lei de Fomento ao Teatro Para a Cidade de São Paulo.
Clique na imagem acima para ver melhor
A Brava Companhia teve a honra de integrar a programação da "Engenho Mostra um Pouco do Que Gosta" - mostra teatral organizada pelos parceiros do Engenho Teatral.A apresentação do domingo, que encerrou a Mostra, marcou dois anos do espetáculo "A BRAVA". Obrigado ao Engenho Teatral pela oportunidade e a todo o público que prestigiou as apresentações.
Esquecemos de levar a câmera fotográfica para a apresentação em Taboão da Serra, a convite do grupo Clariô... Se alguém tiver feito alguma imagem e puder compartilhar, por favor, nos envie!
Mas fazemos questão de registrar que foi muito bacana apresentar lá, e depois, no Espaço Clariô, fizemos um dos melhores bate-papos pós-espetáculo dos últimos tempos. Muita discussão política e reflexões de alto nível sobre o fazer teatral. Valeu, Clariô!
Um público de cerca de noventa pessoas, a maioria crianças, esteve no Sacolão das Artes no sábado pela manhã para acompanhar mais um espetáculo da programação do Projeto 3º Sinal - uma parceria entre a Brava Companhia, SESC Santo Amaro e Sacolão das Artes....E depois agitou o Sacolão das Artes com o seu espetáculo "Viva Malasartes".
ABAIXO SEGUE TEXTO REDIGIDO PELOS COLETIVOS TEATRAIS QUE MARCHARAM COM O MST:
Aliados na luta pela emancipação da classe trabalhadora
Nós – Brava Companhia, Cia. Estável de Teatro, Dolores Boca Aberta Mecatrônica de Artes e Engenho Teatral – somos coletivos teatrais afastados do tradicional centro de circulação, dialogamos com a periferia e /ou residimos nela. Nosso público é a classe trabalhadora.
Defendemos que os meios de produção teatrais devem estar sob o controle dos trabalhadores artistas realizadores das obras, organizados em grupos, em coletivos, sem a presença de patrões.
Essas opções se prendem às nossas origens e aos estudos que nos revelam o funcionamento do capitalismo como um sistema de acumulação privada das riquezas do mundo nas mãos de poucos, o que gera miséria para a maioria, os trabalhadores, incluindo a nós, trabalhadores artistas. É para lutar contra isso que assumimos o controle da nossa produção, da nossa criação teatral e tentamos gerar pensamento, cultura e arte contra o pensamento, a cultura e a arte dominantes que alimentam a manutenção desse estado de coisas.
Mas essa não é uma tarefa que podemos realizar isolados. E ela coloca em risco nossa própria sobrevivência como coletivos: nossos inimigos são poderosos e nossa luta não pode se limitar à disputa ideológica, cultural, artística.
Com a crise generalizada do capital, todos os trabalhadores pagam a conta da concentração das riquezas. Os fundos públicos são raspados para salvar corporações falidas que embolsam os recursos devidos não só à reforma agrária ou urbana, à educação e à saúde, mas também à cultura. Apesar da falência, a cultura dominante insiste no discurso de que não há saída sem o agronegócio, as multinacionais, os bancos, a indústria cultural, os donos do mundo. Mas somos nós que dependemos deles para viver ou eles que dependem de nós para forrar seus cofres?
Por aí marchamos, junto aos nossos pares, contra a negação das gentes, rumo ao socialismo.
SP/agosto/2009
Brava Companhia - Cia. Estável de Teatro -
Dolores Boca Aberta Mecatrônica de Artes - Engenho Teatral
No domingo, 09 de agosto (é isso mesmo... saiu errado na divulgação), o Sacolão das Artes recebeu um público de cerca de 80 pessoas para acompanhar o espetáculo "Hospital da Gente", com o grupo Clariô.Ao final do espetáculo, o momento mais importante: público e fazedores debateram sobre a obra, o grupo e outras questões, afirmando a vocação do Sacolão das Artes como espaço de reflexão e construção de pensamento, não apenas de apresentações culturais.
Mesmo com uma noite fria e chuvosa o público compareceu ao Sacolão das Artes para acompanhar a apresentação do espetáculo Mire Veja.
Em Ilhabela, A BRAVA ficou "frente a frente" com Cristo...
... E um grande público acompanhou a apresentação.
Mesmo com a interdição do espaço interno do Sacolão das Artes "por motivos de segurança" (talvez para a segurança de quem teme espaços onde se fomenta pensamento crítico), as atividades culturais não param.Os jovens da oficina de Dança de Rua participam da oficina do lado de fora do Sacolão. Quase na Rua mesmo... E o Teatro pediu licença ao futebol e ocupou o espaço da "quadra", na parte externa do Sacolão das Artes.
Mesmo com o frio da noite, crianças, jovens e adultos compareceram para prestigiar o grupo Pombas Urbanas, parceiro da zona leste de São Paulo, que apresentou o espetáculo "Histórias Para Serem Contadas".
No dia 25 de outubro de 2008, as 19h, a Brava Companhia inaugurou o Espaço Brava Companhia no Sacolão das Artes, localizado no Parque Santo Antônio, periferia sul da cidade de São Paulo.
Último dia na Praça do Patriarca.
Cena do fogo na Praça do Patriarca. Fogo mesmo foi disputar em volume com o "forró de teclados" da lanchonete da Praça. Péssima idéia apresentar teatro na Praça do Patriarca, às sextas-feiras no fim da tarde... Tudo montado, o público já posicionado... Mas nesse dia foi a água que atrapalhou... A chuva não deixou "A BRAVA" acontecer no Horizonte Azul. Mas a gente vai remarcar.
A "BRAVA" recebe ajuda de um morador de rua diante do público da Praça do Patriarca.
"Escola é o lugar onde se faz amigos, não se trata só de prédios e salas, quadros, programas, horários, conceitos... Escola é, sobretudo, gente, gente que trabalha, que estuda, o coordenador é gente, o professor é gente, o aluno é gente, que se alegra, se conhece, se estima. O diretor é gente, cada funcionário é gente. (...) Importante na escola não é só estudar, não é só trabalhar, é também criar laços de amizade, é criar ambiente de camaradagem, é conviver, é se "amarrar nela"! Ora, é lógico... numa escola assim vai ser fácil estudar, trabalhar, crescer, fazer amigos, educar-se, ser feliz!" - Paulo Freire